WARRIORS: Cult, tosco e bom!

Warriors se passa numa noite de uma Nova Iorque distópica, dividida e dominada por mais de 200 gangues. Cyrus, tido como um profeta do submundo, convoca representantes das maiores gangues para uma reunião e num discurso (talvez o mais sampleado de toda história de música eletrônica: “can you dig it?”, “the future is ours”, “twenty thousand hardcore members”, “we got the streets suckers”, todas já viraram hit em pistas de dança) propõe uma trégua entre as gangues para que juntas elas possam tomar conta da cidade.

Uma das gangues então atira em cyrus, que cai morto, provocando uma confusão só piorada por uma batida da polícia, à espreita até então. Na correria, o assassino de cyrus compra briga com uma gangue desconhecida de Coney Island, os Warriors, dizendo pra quem quisesse ouvir que eram eles que haviam matado o profeta. Daí, todas as gangues da cidade saem em perseguição aos Warriors, se comunicando por meio de uma Dj de rádio que manda mensagens “encriptadas” nas escolhas das músicas.

Com uma fotografia bacana e edição que não faz feio mesmo hoje em dia, Warriors merece o revival. Tem uma importância fundamental no cinema americano da década de 70 (talvez no seu momento mais experimental) e na própria história de Nova Iorque, que na época passava por profundos problemas com guerras de gangues (daí o seu caráter distópico) que acabaram por resultar na sua retirada precoce dos cinemas e a “condenação” à sobrevida como cult – parecido com o destino de laranja mecânica sete anos antes na Inglaterra.

Com o filme original quase fora de catálogo, a Paramount encomendou um Director’s Cut que saiu na Europa e Estados Unidos e de gosto duvidoso. Para explicitar a origem HQ da história, Water Hill resolveu estilizar alguns dos cortes do filme como se fossem quadrinhos de uma Graphic Novel, com direito à “enquanto isso” e “não muito longe dali” que jogam água fria no impacto de certas cenas, como a do confronto entre os Warriors e os Baseball Furies (um dos momentos mais célebres do filme original).

A versão do diretor também inclui um prólogo no qual o próprio diretor narra uma passagem da história grega que se assemelharia à trajetória dos guerreiros. Hum, bacana, seu diretor.

Porém nem tudo está perdido. A imagem do dvd está enxutíssima, é widescreen e o som, um dolby surround 5.1 bem nítido. O documentário, dividido em cinco featurettes que reúnem boa parte dos atores e equipe técnica, é o único extra além das sempre sem graça galerias de stills e trailers.

O que mais se sente falta são das cenas excluídas, já que uma (um começo alternativo que se passava durante o dia) é até mostrada en passant durante o documentário. Perfeito mesmo teria sido se este lançamento incluísse tanto a versão que foi aos cinemas originalmente quanto esta, que até funcionaria bem se fosse apenas mais um extra.

Uma resposta para WARRIORS: Cult, tosco e bom!

  1. ainsubmissa disse:

    Uia, gostou mesmo da brincadeira,né? Só não vá ficar viciado com oeu..rs
    Beijos!

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