Os quatro princípios da sabedoria da tradição toliteca

Junho 19, 2008

SEJA IMPECÁVEL COM A SUA PALAVRA
Fale com integridade. Diga somente o que você realmente quer dizer. Evite usar a palavra para falar contra você ou fazer fofocas de outras pessoas. Use o poder da sua palavra no sentido da verdade e do amor.

NÃO LEVE AS COISAS DO LADO PESSOAL
Nada que as outras pessoas fazem é por causa de você. O que os outros dizem ou fazem é uma projeção da realidade deles, de seus próprios sonhos. Quando você fica imune às opiniões e ações dos outros, você não será vítima de sofrimento desnecessário.

NÃO FAÇA PRESSUPOSIÇÕES
Tenha a coragem de fazer perguntas e de expressar o que realmente você quer. Comunique-se com os outros o mais

claramente possível, para evitar mal-entendidos, tristezas e dramas. Somente com esse princípio você poderá transformar completamente a sua vida.

SEMPRE FAÇA O SEU MELHOR
O seu melhor muda de um momento para outro; será diferente quando você está bem de saúde e quando não. Em qualquer momento, faça simplesmente o seu melhor, e assim você evitará auto-julgamento, auto-abuso e arrependimentos.

(Povo Tolteca - Linhagem de Don Juan Mattus)


HULK: AS ORIGENS DO MONSTRO

Junho 16, 2008

 

 

No início da década de 60, o roteirista Stan Lee e o desenhista Jack Kirby inovaram os quadrinhos de super-heróis renovando seus fundamentos. O gênero, às moscas desde o final dos anos 40, adquiriu novo alento em 1961, quando a dupla deflagrou a hegemonia da editora Marvel Comics no mercado de HQs americano, lançando a primeira edição de Fantastic Four, gibi em que estrelava o Quarteto Fantástico. No ano seguinte, foi a vez do Homem-Aranha e o resto… bem, o resto é história.

A diferença dos heróis Marvel para os seus predecessores é que eles tinham facetas humana bem destacadas. As histórias de Batman e Super-Homem, de então, preocupavam-se quase exclusivamente com suas proezas, deixando de lado os homens por trás das máscaras. Sob a batuta de Lee e Kirby, a coisa ficou mais equilibrada: havia a intenção de mostrar o Homem-Aranha quebrando o pau com o Dr. Octopus, mas também ressaltar as dificuldades de Peter Parker no seu dia a dia.

E foi, com essas diretrizes em mente, que, em 1962, Stan Lee criou mais uma personagem para solidificar as bases do emergente Universo Marvel. Ele queria algo que fosse tão diferente do Quarteto e do Aranha quanto esses dois conceitos foram de seus predecessores. Pensou num protagonista dotado de força sobre-humana, mas que não tão nobre, sábio ou infalível quanto suas demais criações. Além disso, esperava que o herói lembrasse tanto o Monstro de Frankenstein quanto Dr. Jekyll e o Sr. Hyde (de O médico e o monstro). Daí, veio a idéia de um cientista que, de alguma forma, se transformava em monstro. Essa criatura seria grande, volumosa, meio desajeitada e não muito esperta.

Com isso em mente, faltava só um nome. Não deve ter sido difícil (pelo menos pra ele e Kirby cuja língua pátria é o inglês). Hulk era quase óbvio. Afinal, este adjetivo inglês é usado para definir algo grande, bruto e volumoso.

A primeira aventura

Definidas as características básicas do novo astro da Marvel, Stan Lee e Jack Kirby estavam prontos para apresentar o Hulk ao mundo, em mais uma de suas clássicas origens:

Robert Bruce Banner era um cientista nuclear que trabalhava para o exército americano no desenvolvimento de uma nova arma, a Bomba Gama, um artefato tão poderoso que faria a bomba atômica parecer um mero brinquedo de criança.

Quando o artefato estava prestes a ser testado, Banner percebeu que um garoto havia invadido a área onde se realizaria o experimento. O cientista pediu que a contagem regressiva para a detonação fosse interrompida a fim de que pudesse retirar o menino, Rick Jones. Seu pedido, no entanto, não foi atendido e, apesar de salvar o rapaz, Banner sofreu todo o impacto da explosão. Ele não morreu, mas, ao cair da noite, transformou-se em um estranho monstro cinza, que logo deixou claro a que veio. Destruiu tudo em seu caminho. Quando o dia raiou, Banner voltou ao normal.

Mais tarde, Banner soube que seu assistente, Igor, não interrompera a contagem regressiva pois era um espião soviético (Nota: Para os muito jovens, é bom lembrar que a primeira aparição do Hulk deu-se no auge da Guerra Fria). Seu objetivo era justamente sabotar o teste da Bomba G, capturar seu inventor e levá-lo para a Rússia. Mesmo preso, Igor conseguiu alertar seu superior, o Gárgula, um homem deformado por experimentos radiativos. Os soviéticos, então, capturam a criatura, mas, durante a viagem, ela voltou a ser Banner. Graças a seus conhecimentos, o cientista conseguiu reverter a mutação sofrida pelo Gárgula, devolvendo-lhe a forma humana e, assim, conseguindo escapar.

Do cinza ao verde, um Frankenstein pero no mucho.

A idéia original de Stan Lee e Jack Kirby era que o Hulk fosse uma criatura cinzenta. No entanto, devido a problemas de impressão, a primeira edição de The Incredible Hulk trouxe o anti-herói com tons que variavam do cinza muito escuro ao marrom, passando até mesmo pelo verde. Então, por força do acaso, já na edição seguinte o monstro assumiria a cor esmeralda com o qual ficou mundialmente conhecido.

Em suas primeiras aparições, o alter ego de Bruce Banner parecia uma versão humanizada do Monstro de Frankenstein. Com o passar do tempo, porém, a semelhança tornou-se menor. Além disso, sua transformação, no início, não era atrelada ao estresse emocional. O cientista mudava de forma assim que a noite caía, independente de outros fatores. Somente depois, a alteração passou a ocorrer toda vez que ele perdia o controle de suas emoções.

Nesses primeiros anos, o Golias Esmeralda da Marvel travou seus combates mais memoráveis com alguns dos pesos pesados da Editora - como Coisa e Thor - e cunhou a frase que é sua marca registrada: Hulk esmaga!

As muitas fases do Hulk

Em seus quarenta e um anos de história, o visual do Hulk já passou por diversas fases. Ele já foi cinza e meio inteligente, verde e descontrolado, um amálgama destes dois e chegou a viver algum tempo com Bruce Banner no comando da transformação, tornando-se o Hulk a seu bel prazer e ainda mantendo seu intelecto.

Personagem do primeiro escalão da Marvel, foi um dos fundadores da equipe Vingadores, ao lado de Thor, Homem de Ferro, Vespa e Gigante. Mais tarde, tomou parte de outro supergrupo conhecido como os Defensores, atuando ao lado de Dr. Estranho, Surfista Prateado, Namor e Valquíria.

Hulk supremo

Recentemente, o Hulk foi recrutado por Mark Millar e Bryan Hitch para integrar a versão dos Vingadores para o universo Ultimate, os Supremos. Neste universo, que tem o objetivo de reinventar as personagens clássicas da Marvel para uma nova geração, sua origem foi um pouco modificada.

Nesta versão, Banner é um dos encarregados de decifrar o soro do supersoldado que gerou o Capitão América. Ao aplicar uma variação desse soro em si mesmo, transforma-se num monstro que lembra a versão clássica do Hulk verde e descontrolado.

Mais tarde, quando o soro é aparentemente eliminado de seu sistema e o governo começa a recrutar os Supremos, ele decide se injetar novamente a fórmula, desta vez misturando uma amostra do sangue do Capitão. O resultado é o surgimento de um Hulk cinza e meio inteligente que, aparentemente, tem sua transformação detonada toda vez em que Banner se enfurece.

Fonte: http://www.omelete.com.br/


Superman

Maio 16, 2008


Conversa…

Abril 29, 2008

Duas amigas conversam:

- Você não desiste mesmo de querer saber tudo, hem?
- Não, não desisto… É uma coisa inerente a mim, assim como os homens nunca vão crescer ou os cachorros nunca vão parar de se lamber. Por quê? Isso te incomoda?
- Não exatamente. Mas me cansa. A sede que você tem de saber tudo me entedia, na verdade. Principalmente porque é inútil, você nunca vai saber tudo.
- Todo mundo sabe que vai morrer. Você por acaso deixa de viver por isso?
- Você tentou utilizar uma metáfora?
- É, tentei… Mas você entendeu, ou não saberia que foi uma metáfora.
- Sabe, às vezes você é tão pueril…
- E você às vezes é tão senil…
- …
- Observe um girassol plantado no chão. Ele é lindo, não é?
- Não, girassóis são horríveis.
- Tá, tá… Então observe uma rosa. Ela sim é linda, não?
- Sim…
- Se eu a colher do chão e colocar num vaso com água para enfeitar a minha casa, ela vai murchar e morrer.
- Obviamente…
- Mas se eu não a colher, ela vai murchar e morrer da mesma forma.
- Onde você quer chegar com isso?
- Já que ela vai murchar e morrer de qualquer maneira, ao menos que faça isso em cima da minha mesa, onde ela estará sendo mais útil do que ao relento.
- Certo… Você quer dizer que, já que vamos todos morrer de qualquer jeito, então que sejamos úteis no tempo em que estivermos aqui?
- Mais ou menos isso.
- Mas úteis para quem? No caso da rosa, ela está sendo útil para você, mas não para ela.
- …
- Talvez para ela fosse muito mais útil e prazeroso permanecer ao relento, sentindo o orvalho da noite nas suas pétalas, feliz por simplesmente existir.
- Você é tão simplista.
- Não, você é que é romântica demais…


Arch Enemy

Abril 28, 2008

O Arch Enemy é uma banda sueca de death metal melódico com influências de thrash metal, formada em 1995. Tem uma distinção das outras bandas do gênero, por ter uma mulher como vocalista, o que é muito raro nas bandas de death metal, já que o vocal é gutural.

O Arch Enemy é uma das principais bandas deste sub-gênero do heavy metal que convencionou-se chamar de ‘death metal melódico’, em virtude principalmente de elementos melódicos provenientes do heavy metal tradicional, do power metal, do heavy rock e até mesmo do hard rock dos anos 70 e 80. Neste sentido, uma das características principais do Arch Enemy são os riffs de guitarra compostos por Michael Amott, que são ao mesmo tempo pesados e melódicos.

O fato do Arch Enemy ser uma das melhores bandas deste estilo não é por acaso, afinal de contas, o fundador e líder do Arch Enemy, Michael Amott, era um dos integrantes do Carcass quando do lançamento do aclamado álbum Heartwork, de 1993, considerado o precursor do que seria mais tarde chamado de death metal melódico.

Michael Amott também já foi integrante das bandas Carnage e Candlemass, e, actualmente, além do Arch Enemy, ele tem uma banda paralela chamada Spiritual Beggars, cujo som é baseado nas bandas de heavy rock dos anos 70, principalmente Deep Purple, Mountain e Captain Beyond; as influências de Black Sabbath da fase de meados e final dos anos 70 também são latentes nos álbuns do Spiritual Beggars.

Considerado uma das melhores bandas de heavy metal da atualidade em se tratando de todos os estilos e sub-estilos do heavy metal, o Arch Enemy tem em sua vocalista Angela Gossow não somente um atrativo especial mas também seu mais belo poder de fogo.

Além de sua performance explosiva nos shows da banda, Angela Gossow tem uma das vozes mais poderosas da história do death metal. Dona de uma voz gutural invejável e inacreditável, Angela Gossow consegue desbancar a maioria dos vocalistas homens deste estilo, mesmo os mais respeitados e admirados.

A mais fanática da banda por estilos mais extremos de metal, fã de bandas como Slayer, Morbid Angel, Obituary, Cannibal Corpse, Death, e o próprio Carcass, Angela Gossow contribuiu muito para tornar o som da banda mais pesado sem abandonar porém a melodia.

Formação atual
* Angela Gossow - Vocal (2001-)
* Sharlee d’Angelo - Baixo (1999-)
* Michael Amott - Guitarra (1996-)
* Christopher Amott - Guitarra (1996-2005, 2007-)
* Daniel Erlandsson - Bateria (1996-)

Ex-integrantes
* Frederik Äkesson - (2005-2007)
* Johan Liiva - Vocal (1996-2001), baixo (1996)
* Martin Bengtsson - Baixo (1997-199 8)
* Peter Wildoer - Bateria (1997)

Discografia
* Black Earth (1996)
* Stigmata (199 8)
* Burning Bridges (1999)
* Burning Japan Live 1999 (2000)
* Wages of Sin (2001)
* Burning Angel (EP) (2002)
* Anthems Of Rebellion (2003)
* Dead Eyes See No Future (EP) (2004)
* Doomsday Machine (2005)
* Live Apocalypse (DVD) (2006)
* Revolution Begins (EP) (2007)
* Rise Of The Tyrant (2007)


Inside the Brain: An Interactive

Abril 25, 2008


Simplesmente Fo#$!!!

Abril 25, 2008
“Bem vindo a um mundo sem regras!”

Tenacious D - Pick of Destiny

Abril 22, 2008


Retorno Sagrado

Abril 20, 2008

Vindo do seu paraíso celestial, o Anjo desceu à Terra. Vinha envolto numa aura luminosa, resplandecendo de pureza e perfeição divina. As suas asas, de um branco impossível de ser visto em algo material, pareciam não fazer esforço algum, enquanto as penas tocavam o ar numa carícia doce.

Surgiu num jardim murcho, tristonho e sem vida. O dono preferiu remetê-lo ao esquecimento, ocupando esse tempo de verdadeira união com a Natureza em reuniões de negócios, resultantes de uma promoção profissional. Promoção essa que lhe dará o que sempre desejou: uma vivenda num sítio exótico, rodeado dos mais prestáveis empregados e extravagantes luxos.

O Anjo abanou a cabeça em sinal de leve censura, e estendeu os braços. A sua luz intensificou-se quase instantaneamente, e a aura expandiu-se de forma avassaladora, inundando todo o jardim. As ervas daninhas desapareceram, a ferrugem da correia do poço foi removida, a água tornou-se límpida, as folhas secas transformaram-se em flores e as laranjas podres em maduras e sumarentas.

O jardim vibrou com a energia que recebeu e com a nova vida que lhe foi oferecida. Só uma pequena flor não foi beneficiada pela luz: uma rosa, única numa roseira oferecida pela filha mais velha ao pai, que jurara tomar conta dela como se de uma segunda filha se tratasse.

O Anjo aproximou-se da flor e reparou nas suas pétalas descoradas, no seu caule seco e na sua tristeza profunda. Acariciou-a com um dedo, ternamente, e ela recuperou vagarosamente, à medida que as cores e a exuberância lhe voltavam. No final, emitiu um forte brilho cristalino de gratidão, brilho apenas visível aos olhos pacíficos do Anjo.

Ouviam-se gritos e choros dentro da casa. Voltando-se algo apreensivo, o ente do bem entrou. A casa estava cheia de cacos de porcelana espalhados pelo chão e pó que fazia o filho do meio espirrar vezes sem conta. Num lado estava o dono da casa; no outro, a mulher e os três filhos.

Próximo do homem estava alguém que o Anjo sabia que iria encontrar: lá estava ele, o Demônio, de semblante retorcido e asas vermelhas escuras. Olhava para o homem com um misto de divertimento e gozo estampado na cara.

- Olha para o que estás a fazer e ouve-me, pelo menos uma vez na vida! – gritou a mulher estridentemente. Desde que o marido metera na cabeça que queria ser promovido, dores de cabeça horríveis atormentavam-na diariamente. Já nem energia tinha para limpar a casa.

- Não te percebo, a sério que não te percebo – disse o marido com uma paciência exageradamente fingida – Agora que temos a oportunidade das nossas vidas é que tu queres ficar? É assim tão difícil para ti deixares de ser pobre?

- Pobre? – vociferou a mulher – Se ter uma casa com um jardim, dois carros e dinheiro para sustentar cinco pessoas é ser pobre, então estás muito a leste do que se passa cá por estes lados! Eu sei o que tu andaste a fazer para seres promovido, e não gostei mesmo nada. Tu já não estás interessado na nossa felicidade, pelo contrário, estás a transformar a nossa vida num autêntico inferno!

O Demônio sorriu abertamente, rejubilando aquele momento. A filha mais velha chorava, com os olhos vermelhos irritados, o filho do meio espirrava de trinta a trinta segundos e o mais novo tossia, possivelmente devido a uma doença não tratada. O Anjo achou a altura a mais apropriada para intervir: acalmou as lágrimas da rapariga, fez desaparecer o pó e atenuou o mau estado do pequenito, que tremia violentamente a cada espasmo provocado pela tosse. Em seguida, colocou-se ao lado do homem.

Anjo e Demônio estavam em lados opostos, cada um tentando puxar aquele marido e pai de família para o lado bom ou mau, numa luta morosa e complicada. O homem estava pasmado, maravilhado com a miríade de pensamentos opostos mas insistentes que lhe passavam pela cabeça e que não sabia que podia ter. Demorou um pouco a responder à mulher, que o ameaçava com o divórcio.

- Peço desculpa por te ter posto nesta situação, querida – disse – Não me apercebi do quão felizes éramos com o que tínhamos. Vou deixar de ser tão ambicioso e vou passar mais tempo a falar na sorte que tenho em ter-te como minha mulher.

- Oh, Carlos…- comoveu-se a mulher - Eu sabia que tu ias compreender…

Abraçaram-se e, num gesto ofensivo, o Demónio insultou o impávido e sereno Anjo.

- Bem, vou trabalhar, que já não aguento mais estar aqui.

- Carlos! – a expressão da mulher mudou assustadoramente.

- É verdade, está muito calor aqui dentro! – exclamou o homem. O Anjo sorriu. – Tenho mesmo de ir, não me posso atrasar. Hoje vou ter uma reunião de negócios muito imp… hum, quer dizer, hoje vou demitir-me. A promoção estava a custar-me o meu precioso jardim, e prefiro trabalhar menos horas para cuidar dele em condições. Já temos tudo o que precisamos… não precisamos de mais.

- Que bom! Fico muito contente – alegrou-se a mulher, aproximando-se do marido para se despedir dele.

- Tira as patas de cima de mim… maldito mosquito! – acrescentou o homem rapidamente, gesticulando no ar para espantar um inseto invisível. Aflito com o rumo que as coisas estavam a tomar e com a sua estranha incapacidade de controlar o que dizia, apressou-se a sair de casa. A mulher dirigiu-se para o quarto do filho mais novo, a fim de o tratar, e os restantes rebentos foram atrás.

O olhar calmo do Anjo e o olhar furioso do Demônio cruzaram-se por uma fração de segundo. O Demônio riu-se de forma amarga e sarcástica e saiu voando. No caminho derrubou um caríssimo e estimado jarrão de porcelana com uma das suas patas com garras. O acontecimento foi mais tarde interpretado pela família como uma corrente de ar especialmente forte. O Anjo sentiu o seu trabalho de momento ali terminado e saiu para o jardim. Os seus olhos pousaram-se em todos os pormenores e o seu olhar não julgava: era antes o reflexo do seu amor e compaixão que sentia incondicionalmente por toda a existência.

Deteve-se na rosa que a filha mais velha ofereceu ao pai. Com rápida precisão, arrancou-a e pisou-a até ficar completamente esmagada. Depois olhou para cima, sorriu e voou rumo ao paraíso celestial.


Enquanto isso…

Abril 9, 2008

- Ei, ei… ei, galera… Eu acho que aquele cara tá seguindo a gente?!… Ei, cara vai mais rápido eles tão seguindo a gente!!!… Pô, eu sei que a gente não fez nada, mas eles tão seguindo a gente. Olha lá, cara. Entra pra lá, entra pra lá!!!

- SAI DO CARRO, GAROTO. MÃO NA CABEÇA!!

- Pô a gente não fez nada…

- SAI DO CARRO, GAROTO!!!

- Pô… Que??… Que é isso?? Que??… Que é isso, cara?? Pára… arghhu…

- DOCUMENTO, PORRA!!! NÃO QUERO SABER. QUE PAPO É ESSE?? QUIETINHO, AÊ. MUITO QUIETINHO AÊ, PORRA. CADÊ?… CADÊ, CADÊ? CADÊ A MACONHA, PORRA?

- Cara, a gente não fuma, nem nada. Que papo é esse?

- Pô… pô… deixa a menina, cara. Deixa a menina. Que???… Que é isso, porra?